ASTRAL
Nova Variedade de Antúrio desenvolvida pelo IAC

O Instituto Agronômico desenvolveu o cultivar IAC "ASTRAL", com o objetivo de oferecer ao produtor uma variedade selecionada para o cultivo e exploração comercial, adaptada às condições ecológicas do Estado de São Paulo.

História
Na cultura do antúrio em São Paulo predominam plantas resultantes de cruzamento de sementes realizadas pelo próprio produtor. Observam-se populações de plantas totalmente heterogêneas quanto a altura, forma e coloração das espatas, produzindo um produto sem padronização. Ao contrário do que exige o mercado comprador, principalmente o internacional. das culturas existentes no Vale do Ribeira, não se reconhece nenhuma variedade de Anthurium andraenum, sendo o IAC "ASTRAL" o primeiro cultivar a ser lançado no país.
Produtores da região de Holambra vêm introduzindo variedades selecionadas da Holambra, cujo padrão de qualidade das flores de corte vem causando grande impacto. Contudo, os produtores têm estabelecido contratos particulares com as empresas de melhoramento daqueles país, ficando este material selecionado de uso restrito a eles mesmos.

Melhoramento Genético
O programa de melhoramento genético de antúrio teve início na década de 70. Inicialmente, baseou-se na técnica de auto-fecundações, com a finalidade de se produzir linhagens uniformes. As poucas plantas obtidas apresentam baixo vigor, sendo a técnica abandonada.

Propagação
Atualmente, o projeto de melhoramento de antúrio tem por objetivo detectar plantas de alto padrão de qualidade- de produtores ou na própria coleção do IAC - através da seleção massal de plantas oriundas de sementes de polinização manual cruzada. O material selecionado é propagando em larga escala em laboratório de culturas in vitro. Uma vez que a propagação vegetativa, por divisão de touceiras ou separação de brotos laterais, é um processo muito lento. Em seguida, são realizadas testes de verificação da rusticidade, da resistência à doenças e de produtividade.
O novo cultivar IAC " ASTRAL" é originário da seleção fenotípica direta das plantas das antigas coleções do IAC, da década de 60.

Cultivo
O IAC "ASTRAL", de acordo com observações realizadas nos últimos anos, é indicado, principalmente, para as condições do planalto do Estado de São Paulo. O cultivo de variedades de vaso tem sido realizado em campinas e Holambra. E também do Vale do Ribeira, locaql de alta umidade e temperatura, onde há alguns anos a Xanthomonas campestris foi fator limitante para vários produtores de antúrio.

Características

Caracteres morfológico
Planta ereta, com folhas verdes lobadas. Base variando de cordada a sagitada, com topoacuminado e margens inteiras. A espata é também cordada, bilhante, coriácea, variando de 10,5 a 16,5cm de comprimento ( média de 13,19cm) e largura variando de 9,25 a 14,25cm (média de 10,48cm). Números obtidos em observação realizada em plantas cultivadas sob telado a 70% de sombreamento, no Centro Experimental de Campinas - de outubro/95 a julho/96. Coloração da espata coral, persistente e com nervuras salientes. O formato da espata é cordiforme com os lobos ligeiramente fundidos. Em plantas micropropagadas estes lobos têm-se apresentado bastante desiguais e raramente uniformes em algumas plantas. O espádice é de coloração amarelada quando  imaturo, passando a branco quando as flores se encontram férteis, com comprimento variando de 6,0 a 9,25cm ( média de 7,38cm) , por 1,06mm de espessura, formando um ângulo de 13° a 40°, em relação a espata (média de 25°. A haste varia em comprimento de 37,5 a 61,5cm (Média de 48,9cm) e espessura, medida na base da espata, de 0,51mm.

Caracteres agronômicos
Porte de médio a baixo - 70 a 80cm de altura em plantas de 4 a 5 anos de idade, sendo adaptada à produção de planta envasada, rústica e medianamente vigorosa. Seu principal mérito é a resistência moderada à bacteriose provocada por Xanthomonas campestris pv. dieffenbachiae. Essa doença afeta principalmente as folhas, causando uma necrose de coloração marrom. A coloração carol da espataé relativamente firme e pouco sensível à ação dos raios solares intensos, apresentando boa prersistência sob 80% de sombreamento. A durabilidade´pós-colheita em vaso com água é de aproximadamente 20 dias.

Recomendações básicas para o Cultivo
O IAC- ASTRAL é recomendado para as condições de planalto do Estado de São Paulo, nas regiões úmidas e quentes, e para a tradicional região de cultivo do Vale do Ribeira.
Deve-se seguir as mesmas recomendações para o antúrio comum, observando o cuidado de conduzir a cultura sob telado que propicie 80% de sombra.

Responsáveis

Melhorista:
Antonio Fernando Caetano Tombolato

Colaboradores:
Luiz Antonio Ferraz Matheus
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Centro de Análise e Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Horticultura - IAC
Carlos Eduardo Ferreira de Castro -
Centro de Análise e Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Horticultura - IAC
Luis Alberto Saes -
Pólo Regional Vale do Ribeira
Mauro Hideo Sugimori -
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade- IAC
Ana Maria Molini Costa -
Centro de Análise e Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Horticultura - IAC